terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Sem medo da febre -parte II



Um pouco mais...

Há um texto sobre a febre num livro muito bacana chamado Cura natural para bebês e crianças, da Aviva Jill Romm, Ed. Ground.

Vou colocar um trecho abaixo:

A febre não é uma doença

A febre não é uma doença: é uma reação e um sinal de doença. Não é a febre em si que precisa ser eliminada. Ao contrário, ela serve para dar apoio e nutrir a criança, enquanto o organismo trabalha para eliminar uma infecção, retomar o equilíbrio e se curar. Ainda não se conhece perfeitamente o papel da febre na doença, mas, antes da “medicina moderna”, os curandeiros tradicionais consideravam a febre um fogo inato, motivado pela energia vital do corpo para tratar do organismo durante a doença ou infecção. A partir do século passado, a ciência ocidental promoveu a idéia de que febre em si é uma doença e procurou elimina-la com a aspirina, o acetominofen (Tylenol) e antibióticos. Hoje, as pesquisas sobre o sistema imunológico do ser humano começam a revelar que a febre não é uma doença, mas um estimulante e um meio para promover este sistema. Sabe-se agora que a febre causa a produção e liberação de certos elementos químicos, que combatem as infecções em nosso organismo. O aumento da temperatura também cria um ambiente inóspito para o desenvolvimento de organismos patogênicos que, em grande população, podem levar a doenças graves. As “bruxas”, as mães e os curandeiros tradicionais sabem há muitas eras o que a medicina convencional mal começa a admitir. Talvez ainda venham a “descobrir” que a atualmente disseminada eliminação das funções do sistema imunológico que está contribuindo para o aumento de doenças resistentes a tratamentos. Febres costumam ser bem mais altas em crianças do que em adultos. A altura de uma febre não reflete necessariamente a gravidade da doença. A criança pode estar gravemente doente com meningite, por exemplo, mas apresentar uma febre de apenas 28 graus. A criança febril precisa de muito líquido, repouso e tratamento de possíveis infecções – isso é mais importante do que preocupar-se com a altura da febre. As febres podem continuar por alguns dias, como é comum acontecer nas inflamações das vias respiratórias superiores e nas gripes, mas não chegam a ser um problema, se a criança estiver tomando muito líquido, mantendo repouso, a infecção estiver sendo tratada e ela aparentar uma boa vitalidade. A febre é a reação natural do sistema imunológico do organismo a infecções ou à tensão – por isso, quando procuramos simplesmente elimina-la, estamos confundindo os instintos do nosso corpo. Se isso acontecer repetidamente, podem surgir conseqüências permanentes. Se você estiver muito preocupada e quiser abaixar a temperatura alta, coloque a criança numa banheira cheia de água cerca de dois a três graus mais fria do que a temperatura do corpo. A criança gostará do banho e não protestará, dizendo que a água está quente demais. Água muito fria (no banho ou ingerida) será um choque para o sistema, sem obter os resultados que você deseja. Outra opção é aplicar um paninho frio à testa, têmporas, punhos e na parte de trás do pescoço.

RECOMENDAÇÕES GERAIS - Deixe a criança repousar e dormir o quanto ela precisar. Mantenha um ambiente calmo, próprio para a boa recuperação. - Durante esse período de repouso e sossego, proporcione atividades que ajudem a levantar o espírito – por exemplo, se a criança não sabe ler ou não se sente bem para isso, leia em voz alta histórias apropriadas para a sua idade. Deixe a televisão desligada: é muito perturbadora e, com toda certeza, não é uma companhia nutritiva como você. - Mantenha o quanto da criança agradável e fresco. Um lençol bonito, algumas flores e luz difusa (melhor para estados febris). - Para refrescar, borrife pelo quarto água com algumas gotas de um óleo essencial com perfume natural: alecrim, alfazema, tomilho, rosas, limão, eucalipto ou hortelã. Misture a essência na água levemente morna.

A ALIMENTAÇÃO Dê montes de líquidos à criança durante a febre: ajudam a prevenir a desidratação, a baixar e estabilizar a temperatura, limpam a infecção e acalmam os nervos da criança. Os bebês podem ser embalados com freqüência, momento em que você poderá dar água em uma colher, num copinho ou em conta-gotas a cada quinze minutos ou de meia em meia hora. Crianças maiores podem tomar pelo menos um copo de líquido a cada hora. A alimentação deve ser muito leve. Frutas, legumes, verduras e sopas. Comidas pesadas contribuem para aquecer o organismo. Se a criança estiver faminta, deixe-a comer bastante. Procure evitar os gelados

QUANDO SE DEVE PROCURAR O MÉDICO
Se a criança parece muito mal, com o pescoço rígido (não consegue encostar o queixo no peito facilmente) ou tem muita dor de cabeça vômito projetado (vômitos que saem com razoável impulso), parece estonteada ou sem reação, tem dores abdominais fortes ou está piorando apesar de seus esforços, procure imediatamente um médico. Procure também sinais de desidratação: membranas mucosas ressecadas, olhos afundados, a criança entra e sai da inconsciência; observe a pele. Bebês podem apresentar um ponto mole afundado na cabeça. Todos esses sintomas indicam uma emergência.

Sem medo da febre -parte I


Desde que aprendi a lidar com a febre, aqui em casa não usamos mais antitérmicos. Sim, temos em casa, na caixinha de remédios, mas nem lembramos que ele existe! Sabem por que? Olha só:

Retirado da comunidade: Mães Natureza
A maioria das pessoas, ao perceber que o marcador do termômetro ultrapassou os 37°, busca o recurso de um antitérmico.
Desconhecem que a febre é um mecanismo de defesa, pois através do calor, o organismo irá eliminar vírus, bactérias e fungos.
Quando cortamos abruptamente o percurso da febre, estamos impedindo que nosso corpo exerça a auto-defesa. E mais uma vez, caímos presa dos medicamentos.

QUEM TEM MEDO DE FEBRE?
Entrevista publicada pela revista Arte Médica, Ano III, No. 3, novembro de 2002,
da Sociedade Brasileira de Médicos Antroposóficos (SBMA)

A febre é um dos sintomas mais freqüentes na infância e uma das maiores causas de visitas ao consultório pediátrico. Muitos pais e mães ficam apavorados quando o termômetro começa a subir... Será que é algo grave? Será que esta febre vai causar convulsão? Quem nos responde estas perguntas é Samir Rahme, presidente da SBMA e médico antroposófico com mais de quinze anos de experiência – muitos deles dedicados à compreensão do papel da febre no equilíbrio de nossos processos vitais.

AM. Como você encara a febre hoje? Ela pode ser benéfica e ter uma função específica para o ser humano?

Samir. A febre, em princípio, é sempre boa. Ela tem um papel fundamental na dinâmica do nosso sistema imunológico, ativando a liberação de anticorpos e de outras substâncias de defesa que vão permitir ao organismo lidar com possíveis “invasores”. Hoje sabe-se que é esse mesmo calor que inibe o crescimento de bactérias e aniquila os vírus, ou seja, o calor põe tudo no lugar, renova o organismo. Isso já foi amplamente reconhecido pela comunidade científica tradicional. A cultura do medo da febre e a tendência de combatê-la rapidamente instalaram-se em nossa sociedade nos últimos 50 anos em virtude de uma grande estratégia de marketing da indústria farmacêutica. Considero esta tendência muito nociva para a nossa saúde. Em minha opinião, a febre é um fenômeno relacionado ao desenvolvimento da nossa individualidade. Essa é a grande tarefa da febre na nossa vida. E não é à toa que a maioria dos episódios febris ocorre do nascimento até os 7 anos.

AM. Então os médicos antroposóficos valorizam a febre um pouco mais do que o fazem seus colegas da alopatia, certo?

Samir. Certo! Para nós, ela representa a chance de desenvolvimento da verdadeira individualidade e liberdade em relação aos condicionamentos genéticos. Quando as crianças contraem as doenças denominadas exantemáticas, ou seja, que se manifestam por meio da pele, como o sarampo, a rubéola e outras – e que sempre são acompanhadas por febre –, é uma grande oportunidade para o organismo infantil “quebrar” e eliminar as proteínas herdadas, criando novas estruturas a partir de si mesmo. Na Europa, muitas mães ainda cultivam a antiga tradição de levarem os filhos para visitar as outras crianças com doenças exantemáticas com o objetivo de proporcionar uma imunização natural. Mas, hoje em dia, fica cada vez mais difícil para esse pequeno ser usufruir os benefícios que estas doenças “naturais” podem lhe proporcionar. De um lado, temos as vacinas e de outro os antitérmicos...

AM. O calor vivenciado através da febre tem uma função para nós?

Samir. Segundo a Antroposofia, nós, seres humanos, temos um organismo com quatro componentes básicos, que didaticamente chamamos de “corpos”: um corpo físico (terra), um corpo vital (água), um corpo astral ou alma (ar) e um corpo espiritual ou individualidade (fogo). Quando se dá o aumento da temperatura, o que está acontecendo num nível mais sutil, não mensurável por aparelhos, é que a individualidade (o corpo espiritual ou “Eu”) está em seu caminho de conquistar o corpo, está atuando mais de perto, por meio do calor, que é seu elemento natural. O significado do calor ainda é pouco explorado na Medicina, mas já estamos avançando: os mais avançados tratamentos de tumores são feitos com hipertermia.

AM. Como lidar com a ansiedade dos pais?

Samir. O melhor remédio é paciência e conversa. Os médicos devem tentar esta abordagem com os pais, resistindo à pressão. Hoje em dia, tanto na medicina quanto em outras áreas predomina o conceito de FAST (rápido, em inglês), ou sejam, tudo deve ser e ocorrer de maneira rápida, o que não proporciona um desfrutar das situações. Quando lidamos com o ser humano, quanto mais SLOW melhor o resultado e, no caso de afecções do organismo, estamos sempre lidando com a eternidade. Muitas vezes, somos procurados porque os pais já não agüentam mais dar tanto remédio químico para seus filhos, e a reclamação é sempre a mesma: não ficam bons nunca.

AM. E medo da convulsão?

Samir. Poucos pais sabem que as convulsões causadas pela febre ocorrem em apenas 2% das crianças e não dependem da temperatura que a febre alcança, mas da velocidade com que ela sobe. Assim, as crianças propensas a ter convulsões febris poderão ter crises mesmo com febres baixas. Nesta situação, o uso antitérmico está mais que justificado, mas sem nos esquecermos de que estamos lidando com uma minoria.

AM. E como você orienta o tratamento da febre?

Samir. A primeira preocupação do médico é diagnosticar e tratar a doença que provoca a febre, que é apenas um sintoma. Na medicina Antroposófica existem medicamentos naturais, à base de plantas, animais e minerais, que podem ser usados no tratamento das causas da febre. A compressa de limão na panturrilha costuma baixar a temperatura de 1 a 2 graus, sem comprometer o processo como um todo. (Ver receitas abaixo.)

AM. Quais seriam suas considerações finais sobre a febre?

Samir. Vale alertar que numa criança bem nutrida os efeitos de uma febre serão mais bem tolerados do que numa criança desnutrida. Repito que a febre é o remédio mais potente e sábio que existe, devendo ser encarada como uma grande aliada do médico e do paciente. Acho fundamental iniciarmos uma contracultura da febre!

RECEITAS:
Compressa com rodelas de limão
Corta-se um limão em rodelas. Depois, elas são colocadas entre as dobras de um pano e batidas para se extrair o suco. Em seguida, a compressa com as rodelas de limão batidas é aplicada morna na panturrilha e firmemente enrolada com um xale de lã.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Fazendo muito com pouca grana - parte 1


Existe, no orkut, uma comunidade com esse nome. Entrei e encontrei muitas coisas legais. Tenho usado aqui em casa algumas dicas e gostei bastante.
Abaixo coloquei algumas, depois procuro mais.

Lavando roupas: em toalhas e roupa de cama não usar amaciante. Lave assim:
1º) Adicione um copo americano(180ml) de vinagre (coloque no mesmo lugar ou use da mesma forma que usaria o amaciante)
2º Adicione um copo americano de alcool + 1/2 de sabão em pó e deixo a lavagem normal.
3º Lysoform no enxague, fica parecendo toalhas de hotel 5 estrelas.

++ O vinagre (1-copo americano) - elimina a gordura corporal e auxilia no processo de limpeza da maquina.
++ O alcool (1-copo americano) + 1/2 copo americano de sabão em pó, auxilia e muito no clareamente e na eliminação de machas dificeis das roupas.
++ O Lysoform (250ml para cada 10 lts de agua) - elimina o odor do alcool e do vinagre, deixando as roupas com um cheirinho de limpeza.

Vários usos do vinagre:
* Na falta de condicionador é só dissolver uma colher de sopa de vinagre de maçã em um litro de água e enxaguar o cabelo. Não precisa enxaguar de novo.

* Coloque uma colher de sopa de vinagre na água do cozimento do arroz, e ele fica soltinho.

* Para limpar:
PAREDES: faça uma solução de vinagre e água morna em partes iguais. Aplique-a sobre riscos de lápis e marcas espalhadas pelas paredes. Esfregue o local com um pano macio até que as manchas desapareçam.

ARMÁRIOS: para eliminar o odor de mofo, esvazie os compartimentos e deixe pernoitar, dentro do móvel, uma bacia ou assadeira com vinagre branco puro. Em seguida, passe um pano embebido nesse líquido.

ODORES DE ANIMAIS: para eliminar o cheiro de urina e fezes dos bichos de estimação, remova a parte sólida dos resíduos. Em seguida, aplique uma solução de dois terços de água morna e um terço de vinagre branco. Logo depois, aplique um pouco de vinagre puro sobre o local e deixe secar naturalmente.

BANHEIRO: remova o mofo do rejunte dos azulejos aplicando uma boa quantidade de vinagre branco puro com uma escova de dente velha. Deixe-o agir por duas horas e, depois, lave a superfície com água e sabão. Para esfregar registros e as peças de louça, use uma esponja macia embebida numa solução (meio a meio) de água e vinagre.

LAVANDERIA: coloque num borrifador a mesma quantidade de água e vinagre branco. Aplique sobre manchas nas roupas antes de colocá-las na máquina. Para aumentar o poder de limpeza do seu sabão em pó, espere a máquina de lavar encher e adicione à água uma xícara de chá de vinagre puro. Depois, deixe lavar normalmente.

COZINHA: esqueceu a panela no fogo? Para retirar resíduos queimados do fundo de panelas e frigideiras, encha-as de água e adicione 4 colheres (sopa) de vinagre branco. Leve ao fogo e deixe ferver. Espere esfriar e lave normalmente. Mas há mais benefícios do vinagre na cozinha:
. para deixar os copos de vidro brilhantes, deixe-os de molho numa bacia com água e gotas de vinagre branco. Depois, lave-os com detergente.
. para deixar o fogão novinho em folha após fazer frituras, deixe um pouco de vinagre sobre a gordura 15 minutos antes de começar a limpeza.

Na comida: depois de fritar os bifes, colocar um pouco de óleo e colocar cebolas cortadas em rodelas para fritar, quando estiverem brilhantes e um pouco transparentes acrescentar vinagre branco, quantidade proporcional ao recipiente, geralmente umas duas colheres de sopa mais ou menos. mais duas colheres de agua aquecer e usar. Formará um molho ferrugem acebolado muito saboroso para usar sobre os bifes


Gente, tem muito mais. Depois eu procuro e coloco aqui. Se alguém usar e gostar...coloque no comentário para que possamos saber. Abraços!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Dia Comum


Esse texto eu tirei do orkut de uma amiga virtual.

No final do dia, o marido se dirige à esposa e diz:
"Hoje foi um daqueles terríveis dias comuns". Acho muito interessante como temos uma visão errada sobre os "dias comuns".
Dias comuns são aqueles dias em que tudo foi exatamente como sempre havia sido antes. Normalmente eles são reconhecidos como tediosos e maçantes.
Prefiro observar os "dias comuns" de forma diferente (até porque a maior parte dos nossos dias são "comuns", se eles forem chatos, a nossa vida tende a ser uma chatice só!). Para mim, os "dias comuns" têm grande valor. Quer ver?
* nos dias comuns eu não estou doente nem estou com dor (quando tenho alguma dor, o dia não é um dia comum).
* nos dias comuns ninguém que eu amo faleceu ou está muito doente (quando alguém que eu amo está sofrendo, os dias não são comuns).
* nos dias comuns não perco o meu emprego.
* nos dias comuns a minha vida não está envolvida em nenhum escândalo ou catástrofe.
* nos dias comuns as pessoas que eu amo também me amam e não estão "de mal" comigo.
* nos dias comuns eu não passo fome e nem frio.
* nos dias comuns eu não participo das guerras e nem vejo a morte bem perto de mim.
* nos dias comuns o sol não provocou uma seca e nem a chuva provocou uma enchente.
* nos dias comuns não sou assaltado nem seqüestrado.
* nos dias comuns os amigos não me traem.
* nos dias comuns estou em paz.
Viu?
Dias comuns podem se tornar tediosos, mas dias "especiais" (não comuns), podem ser muito difíceis e sofridos. Por isso, prefiro os dias comuns e escolho valorizá-los. Há alguns dias atrás tive um problema de saúde. Passei mal e tive dor. Nesse momento, fiquei lembrando do dia anterior... um "dia comum".
No ordinário dos "dias comuns" eu vejo a mão de Deus. Por isso, sou grato pela beleza dos "dias comuns".

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Conhecimento é um bem! o Silêncio também!!!


Como disse nas "boas-vindas", esse blog foi feito para pessoas que querem algo mais! Que querem ir além da mesmice e estão abertas para novas idéias. Mesmo que não coloquem em prática, mas pelo menos aceitam o diferente e estão dispostas a conhecer, sem desprezar.
O conhecimento é um bem que não deve ser desprezado. Como diz a Bíblia, não devemos jogar "pérola aos porcos".
O que estou querendo dizer???
Nem todos estão preparados para receber um bem, um tesouro, um presente!
Não pretendo fazer desse blog um desabafo diário, contudo, hoje senti a necessidade de compartilhar um nó na garganta.
Tenho conversado com muitas pessoas sobre diversos assuntos (coisas que estão aqui no blog). Compartilhei idéias e conhecimentos que tenho aprendido com o tempo, com vontade de saber mais....o que tbem já falei aqui.
Ingenuidade ou não, eu acreditava que tais pessoas queriam saber, queriam conhecer....
É possível que EU é que queria passar adiante o que eu "sei" (tão pouco, mas que para mim poderia fazer diferença para outras pessoas). É possível que houvesse vaidade de minha parte, querendo "mostrar" conhecimento...Mas, se foi isso, sou mais besta do que eu pensava, pois qualquer um pode ter acesso ao que eu sei...Apenas "colo e copio" no meu cérebro, não é nada inventado ou criado por mim...só tenho reproduzido...
Isso é motivo de vaidade??? Se essa foi minha moticação, foi inconsciente.
Bem, voltando ao foco...
Percebi com o tempo que algumas dessas pessoas estavam me ridicularizando (nas minhas costas ou não) ao zombar das coisas que eu havia dito, compartilhado. Fazendo piadinhas com minhas idéias...
Qualquer pessoa tem o direito de não concordar com o que penso. COM CERTEZA!
Mas não precisa chacotear, né?
Foi então que entendi...
Sinto-me presenteada por Deus por ter acesso a coisas legais, boas idéias, bons médicos que compartilham seus conhecimentos, bons livros, bons sites. Sei tão pouco! Pouco mesmo, tenho consciência disso. Só que tenho encontrado pessoas que sabem menos sobre alguns assuntos e achei que seria legal compartilhar o que aprendi.
E foi isso que me motivou escrever esse blog!!! Eu só "acho" as informações, não as crio. Entao, não há motivo para me envaidecer ou orgulhar.
Privilégio sim, orgulho não.
Pois então!
Entendi que o conhecimento é um bem e que nem todos estão preparados (ou interessados) para possui-lo.
Mas aprendi algo melhor. que o SILÊNCIO é um bem maior. E a Bíblia já tinha me dito isso tantas e tantas vezes. Basta ler o livro de Provérbios de Salomão e ler as diversas advertências sobre falar pouco....
Aqui eu não vou calar....rs! Pois só lê quem quer. Não te peguei pelo pescoço, peguei??? Brincadeirinha.
Antes, com amigos, com parentes (já dizia o filme: parente é serpente...rs), colegas virtuais, eu abria minha bocona para falar, exortar, alertar...sem ser chamada....Foi meu problema!!!!
Peraí, teve gente que pediu conselho sim, que perguntou sim...mas depois....."mangou"...rs!
Aqui não!!!! posso abrir meu bocão pois só ouve quem quer!
quando converso cara a cara, talvez a pessoa fique sem graça de dizer que não está interessada no assunto (por que não inventa que precisa fazer xixi e sai???)
mas aqui....lugar meu, ou melhor, nosso (meu e de quem quer)
como disse: hoje foi só desabafo! Espero que não se repita. Não é a intençao do blog.
Mas, espero que não tenha sido em vão e que reflitamos sobre os benefícios do conhecimento e mais ainda do silêncio.
Espero que EU tenha aprendido.
Obrigada por me ouvir!
Abraços!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Cozinha do Coração



Um bolinho no final da tarde...hum...que gostosura. Muito mais do que simples alimento, é uma demonstração de cuidado e carinho. Cheiro de bolo assando é um verdadeiro perfume no lar. Ele entra pela casa toda e vai chamando cada um para um momento de abraço coletivo, saboreando algo feito com amor. E na hora do almoço, quando a fome começa a apertar? Aquele cheirinho de alho e cebola dourando....ai, que delícia! E todo dia é dia de cozinhar. Coisa chata? Sim, às vezes. Cansativa? Sim, várias vezes. Porém, quando me lembro que cozinhar para a família é uma forma de demonstrar amor...compensa cada cebola descascada. Pensando assim, me veio algo na mente. O tamanho das cozinhas! Anos atrás, a cozinha era o principal lugar da casa. E, diga-se de passagem, o lugar mais gostoso de se estar. Lá, a mãe gastava a maior parte do seu tempo, cozinhando, amando... E os outros membros da família queriam estar perto. Enquanto se cozinha, também dá para conversar, para aconselhar, dar bronca e jogar papo fora. Mas nessas cozinhas apertadinhas??? Só cabe um! O principal cômodo da casa foi transferido para a sala e, ao invés de longas conversas a beira do fogão, temos longos silêncios, na frente da televisão. Comida para família??? Pede pizza! Ah! Tem também os congelados para microondas. Nossas mãos já não tem o aroma do tempero, pois hoje o bonito é cheirar a esmalte ou perfume caro apenas. Não, eu não gosto de cheiro de alho na mão, mas não me incomodo quando, depois de cozinhar, ainda sinto o cheiro gostoso da mistura dos sabores. Só lavar...sai fácil. A cozinha dos meus sonhos é a cozinha do coração. Grande, com mesa para todos se sentarem. É uma cozinha na qual os membros da minha casa podem chegar e se acomodar para juntos, enquanto cozinho, trocarmos muitas idéias. Ela é do coração porque é de lá que bombeio a vida para todas as outras partes da casa. É lá onde acolho os sentimentos que vem dos outros membros desse corpo complexo, que é minha família, e os absorvo, como absorvo os cheiros que emergem das panelas. Minha cozinha é pequena, que pena. Mas com jeitinho cabe todo mundo! Quantas vezes fiquei deitada no chão dela, contando histórias para minha filha enquanto o feijão cozinhava! Como foi gostoso vê-la desenhar a letrinha do seu nome, pela primeira vez, no chão da minha cozinha! Sem falar que, por ser pequena, toda hora a gente se esbarra no amor da nossa vida e logo o aperto vira pretexto para um beijo, um abraço, um afago. É, eu ainda quero uma cozinha grande, mas como ainda não dá, vou transformando minha pequena cozinha num lugar cheio de amor e paixão. Seja qual for o tamanho, qualquer cozinha pode ser um lugar do coração!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Mulheres Mutantes - parte I

Desenvolvi nos últimos 4 anos uma paixão por tudo que se refere ao parto natural e, concomitantemente, à amamentação. Nesse tempo tenho lido e estudado bastante a respeito desses assuntos e cada dia mais percebo como estamos vivendo num sistema corrompido e manipulador. E na área da maternidade não é diferente. Vejamos! Quando se fala em parto, a primeira coisa que se pergunta é: vai ser parto normal ou cesária?? Como se isso fosse uma opção (vai querer água natural ou gelada?). Os médicos lidam com essa questão como se realmente existissem duas opções de parto, enquanto na verdade existe apenas um tipo de parto e o outro é um recurso cirúrgico para salvar vidas. A questão é que as mulheres sofreram mutação de algumas gerações para cá. Só pode ser essa a explicação... O que mais escuto é: "não tive dilatação", "Não tive passagem", "Não entrei em trabalho de parto, não tive contração." E não pára por aí... "Não tive leite", "Meu leite é fraco", "O bebê não conseguiu mamar"...
O que está havendo??
Certamente a natureza, criada por Deus de forma perfeita, não mudou seu modus operandi. Indubitavelmente estamos vendo mais uma ramificação atingida pelo sistema corrupto, egoísta, pragmático e ganancioso!
Há muito o que se falar. Contudo, por hora quero apenas deixar a provocação e chamar a atenção para um assunto que vai bem além do simples ato de parir. Se formos a fundo veremos que é uma bola de neve que mais para frente atinge a amamentação, a alimentação, o vestir, o ler. Enfim, é uma longa conversa...