quinta-feira, 17 de março de 2011

Minhas Marcas

Tem um blog que gosto muito: "Coisas de Crianças", que é escrito por uma jornalista amiga, Suênia, e resolvi colocar um texto dela aqui. Logo abaixo, coloco o endereço do site. 
agora, grávida do meu terceiro bebê, tenho pensado muito sobre o que marcas tenho deixado para elas seguirem.
Espero que vocês também cresçam com esse texto.
Abraços!

"Já faz muito tempo que não dedico alguns momentos da minha vida mais que corrida pra postar aqui. Tenho andado muito ocupada com leituras, pesquisas e produção de texto, talvez como nunca antes tenha acontecido em minha vida. O interessante disso tudo é que tenho a impressão de que quanto mais pesquiso e escrevo mais tenho vontade de fazê-lo. Então, quero aproveitar esse momento de inspiração pra colocar a conversa em dia.

Ontem, procurando alguma literatura que me desse um pouco mais de informações a respeito da adolescência, e de tudo que implica essa fase da vida, me deparei com o livro do Gary Chapman, intitulado “As cinco linguagens do amor dos adolescentes”. Embora as minhas filhas ainda estejam um pouco distantes dessa fase, fiz essa busca porque gosto de me informar sobre esse assunto. Li boa parte do livro, talvez as partes mais importantes, e que me fizeram refletir sobre a educação das minhas filhas. Hoje elas estão bem mais crescidas do que quando comecei a escrever em meu blog, mas sinto que por mais que eu já tenha investido na busca por ser uma boa mãe, aquela que não quer errar com seus filhos, percebo que por muitas vezes fracasso.

Pensando no meu dia a dia com minhas princesas, sinto que o trabalho parece ter aumentado. À medida que vão crescendo já não admitimos mais certos comportamentos e atitudes que são comuns nas fases mais infantis. O desleixo com as coisas, brinquedos e roupas, a resposta mal criada, já não são toleradas do mesmo modo que o eram há um tempo atrás. Sempre digo à minha mais velha que tenho a impressão de que ela era mais obediente quando mais novinha. O fato é que talvez eu também não esteja sendo a mesma mãe dócil e paciente de tempos atrás. A paciência na verdade, nunca foi meu forte. Consciente da minha fragilidade nessa área, faço disso minha oração constante, pois quando a paciência se esvai o resultado é catastrófico.

Ao ler o livro do Chapman, fui confrontada com atitudes minhas que condeno e que luto para não tê-las, mas elas sempre estão ali. No dia a dia é difícil conscientizar as meninas (4, 6 e 7 anos) que não devem andar descalças, por exemplo. O problema é que apesar de eu já as ter instruído sobre isso, preciso repetir e relembrá-las todo santo dia. Não deixar as roupas ou o material jogado então, acho que já perdi a conta do tanto que foram advertidas quanto a isso.
A bem da verdade é que depois de passarmos um longo tempo insistindo nas mesmas instruções a paciência chega ao seu limite. Conseqüentemente o pecado aflora e chego à conclusão de que passo os meus dias oferecendo a elas muito mais reforços negativos do que positivos.
Embora me cobre por não ser uma mãe perfeita, afinal sempre achei que isso fosse possível, tenho que tomar consciência de que não sou e nunca serei. Talvez se não impusesse sobre mim tamanha carga conseguisse refrear as palavras e gestos duros que demonstro quando perco aquilo que mais peço a Deus para ter.

Minha preocupação, e creio que essa deva ser a preocupação de todas nós, mães, é quanto às minhas marcas. Não há como não deixar marcas na vida dos filhos. Lembro-me dos relatos bíblicos sobre o sacerdote Samuel, que ao seguir o exemplo do seu tutor Eli, foi negligente com seus filhos. Também Davi, embora tenha sido um excelente rei, não foi um bom pai e isso deixou marcas profundas em seus filhos, sua família ficou despedaçada! Jacó também, pelo favoritismo a José, deixou marcas de sofrimento nos outros filhos que sentiam-se preteridos, e o que eles mais desejavam era ter o amor do pai. Como lembrou Chapman em seu livro, o que os filhos mais querem é ser amados por seus pais, mas muitas vezes os pais não sabem como demonstrar esse amor. O amor existe, ele está lá no fundo do coração dos pais, mas os desapontamentos com os filhos o escondem. Vejo o quanto deixo de amar minhas filhas quando ao invés de elogiar uma atitude positiva, ao invés de me aproximar para dizer o quanto as amo, só me preocupo em ver e corrigir o que fazem de errado. Como mãe, fico irritada por ver os erros delas, e estou sempre chamando a atenção de cada uma ao invés de gastar tempo encorajando-as a melhorar!

Escrevo porque preciso me lembrar que embora sejam pequenas elas vão carregar as marcas que eu deixar hoje, para o resto da vida. Se deixo marcado o meu amor por elas, se imprimo essa verdade no coração de cada uma delas, isso irá encorajá-las a amar também; mas se as lembranças a meu respeito forem turvas, confusas em relação ao amor que demonstro, elas também levarão essas marcas consigo. Elas terão dúvidas quanto à intensidade desse amor, ou poderão pensar que o amor dos pais está vinculado ao que elas fazem de certo ou errado. É preciso demonstrar aos filhos que são amados não importando o que venham a fazer. Assim como Deus nos ama apesar do pecado, que nunca vamos abandonar, nós também devemos deixar claro aos nossos filhos que eles são amados a despeito dos erros que cometem. Não quero que você pense que estou defendendo que devem ser complacentes com os erros. De modo algum! Impor limites é também uma demonstração importante de amor. O que quero dizer é que não podemos nos concentrar somente na imposição de limites, devemos dosá-los como uma porção considerável de demonstrações de amor e carinho. Você pode se surpreender com os reflexos dessas atitudes na vida de seus filhos, que provavelmente venham a obedecê-los sem questionamentos ou expressões de rebeldia.

Assim como desejo que minhas atitudes se transformem com a graça e o auxílio de Deus, quero encorajar você a repensar também as possíveis marcas que seus filhos levarão dos pais que os amaram.
É hora de repensar o que passou e buscar por em prática as mudanças necessárias para que os nossos filhos levem de nós marcas de amor, de auto-confiança, de gratidão por tudo o que tem, de alegria, de altruísmo e principalmente de uma vida sob a égide da Palavra de Deus.

E então, que marcas você quer deixar em seus filhos
?

Texto encontrado em": http://suenia.blogspot.com/

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Verdades e Mentiras sobre Casamento

10 Mentiras que conduzem ao divórcio - 10 Verdades que o previne.

01
Mentira: Casamento é um contrato.
Verdade: Casamento é uma aliança criada por Deus.
02
Mentira: Eu amo você, não sua família!
Verdade: Você não casou somente com seu cônjuge; ganhou o pacote completo.
 
03
Mentira: Eu posso trocar meu cônjuge.
Verdade: Você pode trocar de parceiro somente na dança.
 
04
Mentira: Nós somos diferentes demais.
Verdade: Incompatibilidade ou diferenças não matam um relacionamento.
Como você lida com as diferenças do outro é o que conta.
 
05
Mentira: Eu perdi aquele amor por você, e assim vai...
Verdade: Aquele amor por você pode ser restaurado.
 
06
Mentira: Um casamento mais tradicional poderá salvar-nos.
Verdade: A intenção de Deus é gerar a unidade de uma só carne.
 
07
Mentira: Não posso mudar – sou assim mesmo; é pegar ou largar.
Verdade: Eu posso mudar, mas isso requer desejo, obediência e força.
 
08
Mentira: Tem sido apenas um caso. Vamos nos divorciar.
Verdade: Casos são sérios e prejudiciais, mas nada além da restauração e da reconciliação.
 
09
Mentira: Não importa o que eu faço; Deus me perdoa.
Verdade: Receba a graça de Deus com o coração arrependido.
 
10
Mentira: Está tudo acabado. Nada pode mudar esse relacionamento.
Verdade: Nunca é tarde demais, porque para Deus tudo é possível.
Extraído e adaptado com permissão de Divorce Proofing Your Marriage.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Homemaker sim, graças a Deus!


Acabei de ler um texto muito interessante sobre a função da mulher, ou as "multi-funções" da mesma. Dos vários que eu já li, julgo esse ser um dos mais edificante e próximo daquilo que eu acredito e defendo. Quem escreveu foi Betty Portela (o blog dela está nas minhas indicações) e gostaria de compartilha-lo com vocês.
Abraços!
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Mamãe e Papai estavam assistindo a TV quando Mamãe falou, “Estou cansada e está ficando tarde. Acho que vou p’ra cama”.

Ela foi para a cozinha e fez sanduíches para os lanches do próximo dia. Lavou alguns copos, escolheu o feijão e o arroz, encheu o açucareiro, pôs a mesa para o café da manhã, tirou a carne do congelador para o jantar, e colocou o café ao lado da cafeteira. Estendeu algumas roupas molhadas, ligou a máquina de lavar, passou ferro numa camisa e ainda pregou um botão.

Guardou as peças do jogo abandonado na mesa, apanhou duas revistinhas, devolveu o telefone sem fio à base e colocou a agenda telefônica na gaveta. Aguou algumas plantas, esvaziou o cesto de lixo e pendurou uma toalha.

Bocejou e espreguiçou-se, e continuou em direção ao quarto. Parou ao lado da escrivaninha e escreveu um bilhete para a professora, separou algumas notas para as despesas do passeio escolar e puxou um caderno “escondido” de debaixo do sofá. Endereçou o envelope de um cartão de aniversário e começou uma lista de supermercado. Colocou ambos ao lado da bolsa.

Mamãe então lavou seu rosto, passou loção hidratante noturna e creme anti-rugas, escovou os dentes e lixou as unhas.

Papai chamou: “Pensei que você ‘tava indo p’ra cama”. “’Tou indo”, ela respondeu. Mas aí ela foi colocar água na tigela do cachorro e colocar o gato para fora. Depois verificou se as portas estavam trancadas e se a luz da varanda estava acesa. Deu uma olhada em cada filho, desligou luzes e som, pendurou uma camisa, apanhou algumas meias sujas e teve uma breve conversa com o filho que ainda estava acordado fazendo o dever de casa.

Já no seu próprio quarto, ajustou o despertador, escolheu as roupas para vestir no dia seguinte e colocou o celular para carregar. Lembrou-se de mais três coisas para adicionar à lista das coisas mais importantes para fazer. Parou para orar e procurou visualizar as suas metas para o dia seguinte sendo realizadas.

Mais ou menos nesta hora, Papai desligou a TV e avisou a ninguém em particular. “Vou p’ra cama”. E foi… sem pensar em mais nada.

Há algo extraordinário aqui? Você já parou para pensar porque as mulheres vivem mais…? É PORQUE ELAS FORAM FEITAS PARA DURAR… (não podem morrer antes, porque têm mais coisas para fazer!!!!)

Mande isto para algumas mulheres fenomenais hoje… Elas irão lhe amar. Acabo de fazer isto. E AÍ, VÁ P’RA CAMA!!!

(Término, na Versão para os Homens)
Mande isto para alguns maridos fenomenais hoje… eles amarão suas esposas ainda mais! Acabo de fazer isto.

VOCÊ AÍ, NO SOFÁ: AJUDE SUA MULHER ANTES DE IR P’RA CAMA!

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Enquanto passei pelo processo do qual tanto gosto—traduzindo (escolhendo palavras que conseguem passar o mesmo sentido que aquelas do texto original), continuei pensando sobre a mensagem embutida na narrativa original. Será que tudo que vem ao nosso pensamento enquanto lemos é positivo—será que contribui?

Creio que primeiro vem certa satisfação com a expressão daquilo que sempre sentimos, mas que nunca soubemos articular tão bem. Apreciamos o reconhecimento da nossa disposição e capacidade “multifuncional” como esposa, mãe e “dona de casa”. Num enlevo espiritual, podemos até enxergar que a nossa propensão para planejar e lidar com muitos detalhes é algo muito especial que Deus nos concedeu.

Entretanto, num segundo momento, surge uma insatisfação com os maridos/homens da nossa vida. Foi minha preocupação com esta última reação que ocasionou a introdução enviada para as mulheres da minha família.

Ao ler a sugestão final do meu marido, perguntei-me: Até que ponto é que precisamos / queremos que nossos maridos participem nos cuidados diários do lar? Se prestarmos atenção à mídia, ficamos com a nítida impressão que os nossos homens não nos amam do jeito que deveriam se eles não dividem as tarefas domésticas conosco meio-a-meio. “Nesta semana você vai fazer isto, isto, isto…. Semana que vem será aquilo, e mais aquilo…”

O mundo ideal realmente seria um em que os homens se ocupassem com mais ou menos metade de todos estes detalhes? Até que ponto estamos absorvendo erroneamente o que estão nos ensinando? Até que ponto os nossos maridos realmente são insensíveis e precisam de ter uns bons conselheiros quando a nossa situação não é bem esta? Será que tudo que as mulheres aprenderam e fizeram no passado deve ser considerado obsoleto? As diferenças entre homens e mulheres são realmente restritas, quase inteiramente, a apenas a aparência e ao grau de força física? Devemos concluir que o reconhecimento e aproveitamento da propensão masculina ou feminina para melhor desempenhar certos empreendimentos é apenas invenção de homens machistas do passado? Será que Deus verdadeiramente pretendeu que não tivéssemos funções distintas, e que nossos papéis devessem ser intercambiáveis?

Existem papeis para serem cumpridos? Ou não? E mais, como chegar a uma divisão harmônica de tarefas se muitas das coisas que nós, mulheres, vemos como necessárias, são percebidas por nossos maridos como “supérfluas”—mais ligadas com a nossa percepção de estética e organização do que com a utilidade e praticidade? Existe uma nova receita para alcançar a felicidade que dizem ter sido sempre negada às gerações que nos antecederam?

A mulher da narrativa, de fato, não parece infeliz. Dá a impressão de ter assumido aquilo como “normal”, apesar de ser cansativo. Somos nós que ficamos nos perguntando se ela deveria continuar em situação semelhante, ou se estaria na hora de declarar um “basta!”, entrar em greve, colocar os “pingos nos ‘i’s”, considerar até livrar-se daquele “preguiçoso”….

Fui chamada recentemente para opinar a respeito de uma troca de idéias entre duas jovens cristãs sobre como deve ser visto e trabalhado o relacionamento conjugal de maneira cristã (pela Internet). Uma já é casada e a outra está pensando no assunto. Creio que está sendo muito mais difícil para elas do que foi (e é) para mim, porque meu amor por meu marido automaticamente incluiu assumir o papel de administradora do nosso lar. Eu me sinto bem e realizada neste papel e não gostaria de abrir mão dele. De fato, evito, às vezes, o envolvimento do meu esposo em várias áreas porque só me atraso tendo que explicar e argumentar respeitosamente por que o meu jeito é melhor do que aquele que sua mente analítica (mas definitivamente mal-informada!) imediatamente tenta implementar…. ☺

Minha satisfação como esposa tem sido facilitada porque sempre tenho sido a “ajudadora” de uma pessoa comprometida com o reino de Deus—que raramente fica no sofá ou no computador brincando ou assistindo jogos ou filmes enquanto eu estou suando por aí. (Normalmente, eu tenho que ficar atrás dele para descansar mais, relaxar um pouco… E possibilitar isto… Não nego que existem vezes que eu fico chateada, pensando que ele poderia estar um pouco mais atento ao meu cansaço também, mas, frequentemente, percebo posteriormente que é ele que já está “rodando com o tanque na reserva”.)

Também, desde que chegaram nossos filhos, tenho exercido minha profissão (tradutora / escritora) em casa, o que me dá certa flexibilidade para administrar o lar e servir em alguns ministérios relacionados com minha fé. Entretanto, conheço mulheres que se vêem trabalhando fora o dia inteiro e que convivem bem com maridos que chegam em casa e que querem tudo na mão—alguns descrentes e outros não. Algumas de nós ficam pasmas ao perceber que elas conseguem viver contentes em circunstâncias que não consideramos ideais e, talvez, nem sofríveis. Como será que conseguem? Será virtude? Sabedoria?

Percebo, portanto, que a única solução para acabar com o nosso estresse não se encontra apenas numa melhor divisão de tarefas entre o casal ou na contratação de mais ajuda… Não estou dizendo que estas opções são inválidas… Entretanto, muitas vezes elas não cabem na nossa realidade. E podem terminar gerando brigas (ou dificuldades financeiras) e, eventualmente, separações…

As moças que citei lá em cima ficaram de re-escrever o seu diálogo virtual (tirando ou adaptando detalhes dos e-mails que não devem ser de foro público), para eu possivelmente postar com mais alguns comentários. Por enquanto, só quero concluir afirmando que nós, mulheres, podemos encontrar contentamento e nos sentirmos realizadas quando nutrimos um relacionamento diário com o nosso pai divino (através de meditação, oração e vida consciente da sua presença) para podermos enxergar e apreciar a sua soberania sobre todos os detalhes da nossa vida. Ele nos dará entendimento e forças para praticar o amor abnegado como ele é delineado em 1 Coríntios 13, no espírito de submissão de Colossenses 3.18, enraizado no contexto do capítulo inteiro.

Ainda se Ele fizer o mesmo no coração dos nossos maridos, dando a eles disposição e/ou condições de aliviar ou suavizar parte de nossa carga, de uma coisa tenho absoluta certeza—isto não resultará, necessariamente, numa “divisão meio-a-meio” das tarefas do lar. Notem que estou tentando escolher minhas palavras com cuidado. Não falei que não deve existir “divisão nenhuma” dos afazeres num lar cristão construído em bases bíblicas. Especialmente num lar onde a mulher também estiver ausente durante o dia (ou parte dela). Apenas disse “divisão meio-a-meio”.

Também não estou dizendo que os nossos antepassados fizeram tudo certinho. Creio que a presente situação (poucos casais são mais felizes do que antigamente enquanto as famílias estão perdendo as mães como o elemento agregador) é resultado direto de uma ênfase desproporcional na submissão da mulher, feita no passado, por homens que se esquivavam de atentar à multiplicidade de instruções divinas sobre a qualidade do amor e trato devido às esposas que haviam entregado as suas vidas aos seus cuidados.

O que questiono é se as novas diretrizes que estão sendo promovidas para o relacionamento matrimonial, onde as mulheres medem, controlam e fiscalizam o desempenho do seu companheiro no cuidado de casa e filhos, nos levaram para um patamar melhor.

Releia a história e tente imaginar quantos itens concretos poderiam ser assumidos pelo homem da casa (ou por nossos filhos—quem parou para pensar neles como opção de ajudantes merece uma salva de palmas!) Só quero que você perceba que o cumprimento de grande parte das coisas que esta mãe fez surgiu exatamente daquilo que nos faz “feminina”—o nosso jeito especial de ser—de querer cuidar e ajudar, de prevenir e facilitar, de dissipar feiúra e adicionar beleza, de distribuir amor e criar sabor, de arrumar e enfeitar, de estimular alegria e afugentar tristeza, de confortar, aliviar e promover harmonia … Será que não foi para isto mesmo que fomos equipadas por Deus?

Será que preciso aceitar que deveria realmente abrir mão da noção de que pode ser um prazer e privilégio ter uma área da vida que é minha, onde sou mãe, esposa e “dona de casa”, até exaustão, se eu quiser? (Gosto do termo em inglês—homemaker—criadora do lar.) Será que estou enganada em crer que minha criança adormece melhor nos meus braços porque meu corpo (menos angular) foi desenhado para ninar, minha voz (mais suave) foi feita para sossegar, e minha presença (constante) lhe permite sentir-se segura. Creio que não, não estou enganada; não estou errada, nem fui ludibriada…

Será que tenho “instinto maternal”? Posso prever alguns perigos ou perceber certas oportunidades com minha “intuição feminina”? Parece-me que tenho e posso. Deus me concedeu habilidades e atributos, qualidades e características que meu marido não tem e provavelmente nunca terá… E deu a ele outras qualidades que abençoam o nosso lar e o reino dEle…

Compreendo que terei mais chance de ser feliz (e minha família também) quando eu entender e aceitar isto… Opto, diariamente, por não me considerar “vítima” ou “explorada” enquanto artigos, programas e amigos tentam (e, às vezes, conseguem) me seduzir ao descontentamento, focando mais nos meus direitos do que nos meus deveres e, pior, questionando tudo que aprendi e vivi até agora… Não acho errado repensar e re-avaliar, se fizermos isto à luz da revelação divina. Fazendo isto, entendo que eu, Betty, como filha do Criador de homens e de mulheres, existo para ser companheira do meu marido de modo que o resultado possa se parecer um pouco com o que está descrito em Provérbios 31.11 e 12, 23, 28 e 29.

Acho que falarei mais sobre isto, talvez, num futuro não muito distante…. Agora estou cansada e quero ir para cama. A caminho, vou tirar carne do congelador, checar se tem refrigerantes, leite e sucos na geladeira e conferir a preparação da mesa para o café da manhã… E também organizar tudo mais para poder sair amanhã cedinho com amigas hóspedes de Manaus que querem comprar roupas no Bom Retiro e conhecer as múltiplas ofertas da Rua 25 de Março.

Vou ainda escolher roupa e sapatos, esvaziar a bolsa prevenindo contra possíveis ladrões, vasculhar a Internet e imprimir um mapa para localizar a loja que vende o produto que elas procuram, separar remédios… Tenho que aguar as plantas (no meio da noite pois elas ficam no lado de fora da janela e não quero molhar as pessoas que passam em baixo), escrever instruções para fazer o almoço e adiantar o jantar, desforrar a cama, fechar as janelas, ligar o ventilador… Finalmente, vou coçar as costas do meu marido (ainda no computador preparando-se para a reunião que irá presidir amanhã) e ajustar o despertador…

Irei me deitar, na presença de Deus, dando graças a Ele porque me deu um lar para administrar, e forças para servi-lO durante mais um dia, enquanto já me antecipo no planejamento do próximo… Pedirei perdão pelos momentos em que critiquei e resmunguei, reclamando e duvidando da sua sabedoria e graça… E orarei para que meu sono possa ser restaurador, diminuindo (ou eliminando) a dor nos meus pés… Betty

sexta-feira, 4 de junho de 2010


Olhem que interessante.... meu blog recebeu do blog http://oceudemaio.blogspot.com o selo Prêmio Dardos. Fui indicada por alguém que visitou e gostou do conteúdo. Legal, né?
Eu nem sabia que existia esse tipo de prêmio...rs! Enfim, agradeço a Kel Cintra pela indicação.

"O Prêmio Dardos é um reconhecimento dos valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras."
Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.

Regras:
  • Exibir a imagem do selo em seu blog
  • Linkar o blog pelo qual recebeu a indicação
  • Escolher outros blogs a quem entregar o prêmio Dardos
  • Avisar os escolhidos

Minhas indicações
http://vidacristaautentica.wordpress.com/
http://edienic.blogspot.com/
http://www.bananacraft.com/blog/
http://flyrobrasileira.blogspot.com/
http://acomidinhadamamae.blogspot.com/

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Participem dessa campanha,!!!!!


É de causar revolta em qualquer pessoa comprometida com a educação e bom desenvolvimento das crianças. Há um Projeto de lei 6755/2010 que busca tornar obrigatório o ensino fundamental para crianças de cinco anos. Isso mesmo, CINCO ANOS. Baixar para seis já foi um absurdo, o que dirá para cinco. Uma coisa é você optar por colocar os filhos com 5, 4, 2 anos na escola (eu não concordo com isso, mas os pais tem liberdade para escolher). Outra coisa é ser OBRIGADO a mandar uma criancinha de 5 anos para aprender a ler e escrever. Socorro, onde estamos?
Sendo assim, mesmo que para você isso seja algo irrelevante, colabore conosco e gaste pouco mais de 1minuto para assinar uma petição para anulação deste projeto.
Este é o link: http://primeirainfancia.org.br/2010/05/participe-da-nossa-peticao-online/
Mesmo que você ache que as criancinhas de 1,3,5 anos devam ir para a escola, há de concordar que não deve ser isso uma obrigação imposta por um governos que, em nada, está preocupado em fornecer uma educação de qualidade e responsabilidade para nossos filhos.
Participe!!!
Desde já, muito obrigada.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ordem no caos



Gente, eu amo cuidar da minha casa, mas tem horas que penso que vou enlouquecer. De onde vem tanta louça? E os brinquedos? Têm vida própria e correm pela casa. Sem falar nas roupas para lavar e passar, que brotam sem parar. Enfim, é preciso muita disciplina e organização para manter a casa arrumada (o mínimo possível) sem deixar de viver as outras coisas boas da vida. Sendo assim, tenho procurado em vários sites algumas dicas de como se organizar. Abaixo, listei algumas. Ainda não consigo colocar todas em prática mas, aos poucos, vou progredindo. Espero que NOS ajude!

EVITE IR E VIR O TEMPO INTEIRO
Ao ir para a cozinha, olhe em volta e veja se tem algo mais que precise ser levado para lá. Idem quartos, lavanderia, sala.
Se há algo que geralmente é usado no banheiro, na sala ou na lavanderia, deixe-o guardado lá. Limpe os cômodo em ordem seqüencial, um por vez. Ao limpar um cômodo, leve para lá tudo o que precisará para a limpeza, como panos, frascos spray com produtos diversos, saco de lixo, vassoura, rodo, esponjas.

NÃO DEIXE ACUMULAR

Abriu, fechou; pegou, guardou; limpou, sujou. Na hora.
Deixe frascos vaporizadores, panos limpos e papel toalha sempre à mão. Se ver algo sujo, limpe imediatamente. Se ver algo bagunçado, arrume na hora que colocar os olhos nele. Não é vc que tem que se adaptar as necessidades de limpeza e organização da casa, mas a casa que tem que se adaptar a disponibilidade de tempo que vc tem para limpá-la e organizá-la. Limpe TODO DIA. Agende um tempo diário para limpar a casa e neste tempo faça tudo o mais rápido e melhor que puder. Acabou o tempo, paciência. No outro dia recomece. Aos poucos as coisas vão ficando em ordem. Não só a sujeira e bagunça são acumulativas, a limpeza e a ordem também.

Use um cronômetro (ou na falta dele um despertados) para controlar o tempo em cada cômodo. Use cinco ou quinze minutos para cada cômodo ou tarefa. Quando acabar o tempo, vá para outro cômodo ou tarefa. Mesmo que algo tenha ficado inacabado, no outro dia vc recomeça, aos poucos vc deixa a casa limpinha e organizada.


ROUPAS

Já reparou como o segundo ciclo de lavagem é absolutamente inútil? Se o sabão é usado apenas na primeira vez e em pouca quantidade (eu uso 3 colheres das de sopa para roupas coloridas, escuras e não muito sujas e 6 para brancas e muito sujas) e se a máquina centrifuga bem, não há necessidade de enxaguar duas vezes. Geralmente a água do segundo enxague sai perfeitamente limpa. Pode-se economizar muita água e tempo lavando roupas normais com um ciclo apenas.
Se usar um sabao de boa qualidade e deixar as peças de molho antes de lavá-las, a sujeira sai fácil sem precisar esfregar.

MENOS É MAIS
Tudo o que temos em casa gera um custo em termos de energia, espaço e dinheiro (!) Cada pequeno objeto que temos em casa precisa ser arrumado, limpo, eventualmente movido. Por isso é muito importante ter em casa apenas o que usa, gosta, quer e/ou precisa. Nada de armários entulhados de coisas que um dia vai usar, moveis e enfeites entupindo cada centímetro da casa. Se tiver quebrado, conserte, se tiver sujo, limpe, se tiver bagunçado arrume, se não usar, jogue fora ou doe. Simples assim.

fonte: Comunidade Fazendo muito com pouca grana (orkut)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Mamar faz bem!


Hoje li um texto científico, bem interessante, sobre amamentação. Vai de encontro a MUITAS coisas que tenho visto e ouvido, inclusive de pediatras. É um texto longo, contudo, para aqueles que têm algum vínculo com amamentação, certamente vale muito a pena.
Amamentei minha Júlia até completar 2,5 anos e o desmame foi muito tranquilo, muito mesmo. Sophia vai mamar até quando ela quiser ou quando vier outro bebê e eu perceber que está sendo difícil conciliar, como foi com a Juju. Foi uma experiência muito boa e, com a leitura do texto, vocês verão o quanto foi benéfico para ela e está sendo para Sophia também.
Em relação ao texto,
gostaria apenas de deixar claro que não acredito em evolução (citado pela autora), e sim na teoria do criacionismo. Contudo, isso não compromete as demais informações e esclarecimentos contidos no artigo. Boa leitura!

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Elsa Regina Justo Giugliani*

*Pediatra, professora da Faculdade de Medicina da UFRGS, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SBP, Especialista em Aleitamento Materno pelo IBLCE (International Board of Lactation Consultant Examiners)

O homem é o único mamífero em que o desmame (aqui definido como a cessação do aleitamento materno) não é primariamente determinado por fatores genéticos e instinto, sendo fortemente influenciado por fatores socioculturais. Hoje, ao contrário do que ocorreu por pelo menos dois milhões de anos, ao longo da evolução da espécie humana, a mulher opta (ou não) pela amamentação e, influenciada por múltiplos fatores, decide por quanto tempo vai (ou pode) amamentar. Muitas vezes, as preferências culturais (não amamentação, introdução precoce de outros alimentos na dieta da criança, amamentação de curta duração) entram em conflito com a expectativa da espécie. Algumas conseqüências dessa divergência já puderam ser observadas, como desnutrição e alta mortalidade infantis, sobretudo em áreas menos desenvolvidas. Porém, as conseqüências a longo prazo ainda não são totalmente conhecidas, já que transformações genéticas não ocorrem com a rapidez com que podem ocorrer mudanças de hábitos. Começam a ser mostradas evidências de que o não amamentar segundo as expectativas da espécie pode ter repercussões negativas ao longo da vida dos indivíduos. Assim, a não amamentação ou amamentação sub-ótima pode favorecer o aparecimento de doenças alérgicas, diversas doenças do sistema imunológico, alguns tipos de cânceres, obesidade, diabete e doenças cardiovasculares, além de interferir negativamente no desenvolvimento oro-facial. Provavelmente, com o aparecimento de novas pesquisas nessa área, outros males serão relacionados com os hábitos “modernos” de alimentação infantil, mas alguns aspectos dificilmente podem ser quantificados, especialmente os relacionados com a psique humana.

Atualmente, em especial nas sociedades ocidentais, a amamentação é vista primordialmente como uma forma de alimentar a criança, sob o controle total dos adultos. Assim, perdeu-se a percepção da amamentação como um processo mais amplo, complexo, envolvendo intimamente duas pessoas e com repercussão na saúde física e no desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, além de repercussões para a saúde física e psíquica da mãe. Hoje, em muitas culturas “modernas”, a amamentação prolongada (cujo conceito varia de acordo com a “convenção” da época e do local) freqüentemente é vista como um distúrbio inter-relacional entre mãe e bebê. Perdeu-se a noção de que o desmame não é um evento e sim um processo, que faz parte da evolução da mulher como mãe e do desenvolvimento da criança, assim como sentar, andar, correr, falar. Nesta lógica, assim como nenhuma criança começa a andar antes de estar pronta, nenhuma criança deveria ser desmamada antes de atingir a maturidade para tal. Em harmonia com esta linha de pensamento, Dr. William Sears, um antigo pediatra, recomendava “Não limite a duração da amamentação a um período pré-determinado. Siga os sinais do bebê. A vida é uma série de desmames, do útero, do seio, de casa para a escola, da escola para o trabalho. Quando uma criança é forçada a entrar em um estágio antes de estar pronta, corre o risco de afetar o seu desenvolvimento emocional”. Essas palavras sábias podem ter pouco respaldo em sociedades individualistas, que tendem a acelerar o processo de independização do ser humano, substituindo o seio por métodos de auto-consolo como chupetas, paninhos, mantinhas, ursinhos, etc.

Segundo diversas teorias, o período natural de amamentação para a espécie humana seria de 2,5 a sete anos. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde recomenda aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses. Apesar dessa recomendação, muito poucas mulheres no Brasil amamentam por mais de dois anos. As razões para a não amamentação prolongada variam desde dificuldade em conciliar a amamentação com outras atividades, até crença de que aleitamento materno além do primeiro ano é danoso para a criança sob o ponto de vista psicológico. Uma parcela de mães, apesar de demonstrar desejo em continuar a amamentação, sente-se pressionada a desmamar por profissionais de saúde, seus maridos, parentes, vizinhos e amigos. Pois, para a manutenção do paradigma que sustenta a afirmação de que amamentação prolongada não é natural, foi necessário criar vários mitos tais como o de que uma criança jamais desmama por si própria, que a amamentação prolongada é um sinal de problema sexual ou necessidade materna e não da criança e que a criança que mama fica muito dependente. Algumas mães, de fato, desmamam para promover a independência da criança. No entanto, é importante lembrar que o desmame provavelmente não vai mudar a personalidade da criança. Além disso, o desmame forçado pode gerar insegurança na criança, o que dificulta o processo de independização.

O desmame pode ser agrupado em quatro categorias básicas: abrupto, planejado ou gradual, parcial e natural. Sob a ótica de que o desmame é um processo de desenvolvimento da criança, parece razoável afirmar que o ideal seria que ele ocorresse naturalmente, na medida em que a criança vai adquirindo competências para tal. No desmame natural a criança se auto-desmama, o que pode ocorrer em diferentes idades, em média entre dois e quatro anos e raramente antes de um ano. Costuma ser gradual, mas às vezes pode ser súbito, como por exemplo em uma nova gravidez da mãe (a criança pode estranhar o gosto do leite, que se altera, e o volume, que diminui). A mãe também participa ativamente no processo, sugerindo passos quando a criança estiver pronta para aceitá-los e impondo limites adequados à idade. O Quadro 1 apresenta os sinais indicativos de que criança pode estar pronta para iniciar o desmame:


Quadro 1. Sinais sugestivos de que a criança está madura para o desmame

• Idade maior que um ano

• Menos interesse nas mamadas

• Aceita variedade de outros alimentos

• É segura na sua relação com a mãe

• Aceita outras formas de consolo

• Aceita não ser amamentada em certas ocasiões e locais

• Às vezes dorme sem mamar no peito

• Mostra pouca ansiedade quando encorajada a não amamentar

• Às vezes prefere brincar ou fazer outra atividade com a mãe ao invés de mamar

É importante que a mãe não confunda o auto-desmame natural com a chamada “greve de amamentação” do bebê. Esta ocorre principalmente em crianças menores de um ano, é de início súbito e inesperado, a criança parece insatisfeita e em geral é possível identificar uma causa: doença, dentição, diminuição do volume ou sabor do leite, estresse e excesso de mamadeira ou chupeta. Essa condição usualmente não dura mais que 2-4 dias.

Algumas vantagens do desmame natural encontram-se no Quadro 2:


Quadro 2. Vantagens do desmame natural

• Transição tranqüila, menos estressante para a mãe e a criança

• Preenche as necessidades da criança até elas estarem maduras para o desmame

• Fortalece a relação mãe-filho

• Ajuda a mãe a ser menos ansiosa com relação aos estágios de desenvolvimento de seu filho

O desmame abrupto é desencorajado, pois se a criança não está pronta, ela pode se sentir rejeitada pela mãe, gerando insegurança e muitas vezes rebeldia. Na mãe, o desmame abrupto pode precipitar ingurgitamento mamário, bloqueio de ducto lactífero e mastite, além de tristeza ou depressão, por luto pela perda da amamentação ou por mudanças hormonais.

Muitas vezes a mulher se depara com a situação de querer ou ter que desmamar antes de a criança estar pronta. Nesses casos, o profissional de saúde, em especial o pediatra, deve respeitar o desejo da mãe e ajudá-la nesse processo. O quadro 3 apresenta os fatores que facilitam o encorajamento do bebê para o desmame.


Quadro 3. Encorajando o bebê a desmamar: facilitadores

• Mãe segura de que quer (ou deve) desmamar

• Entendimento da mãe de que o processo pode ser lento e demandar energia, tanto maior quanto menos pronta estiver a criança

• Flexibilidade, pois o curso é imprevisível

• Paciência (dar tempo à criança) e compreensão

• Suporte e atenção adicionais à criança – mãe não deve se afastar neste período

• Ausência de outras mudanças ocorrendo: Ex.: controle dos esficteres

• Sempre que possível, desmame gradual, retirando uma mamada do dia a cada 1-2 semanas.

A técnica utilizada para fazer a criança desmamar varia de acordo com a idade da mesma. Se a criança for maior, o desmame pode ser planejado com ela. Pode-se propor uma data, oferecer uma recompensa e até mesmo uma festa. A mãe pode começar não oferecendo o seio, mas também não recusando. Pode também encurtar as mamadas e adiá-las. Mamadas podem ser suprimidas distraindo a criança com brincadeiras, chamando amiguinhos, entretendo a criança com algo que lhe prenda a atenção. A participação do pai no processo, sempre que possível, é importante. A mãe pode também evitar certas atitudes que estimulam a criança a mamar, por exemplo, não sentar na poltrona em que costuma amamentar.

Algumas vezes, o desmame forçado gera tanta ansiedade na mãe e no bebê, que é preferível adiar um pouco mais o processo, se possível. A mãe pode, também, optar por restringir as mamadas a certos horários e locais.

As mulheres devem estar preparadas para as mudanças físicas e emocionais que o desmame pode desencadear, tais como: mudança de tamanho das mamas, mudança de peso e sentimentos diversos tais como alívio, paz, tristeza, depressão, culpa e arrependimento.

Já se avançou muito na valorização do aleitamento materno nos últimos tempos. A recomendação da duração da amamentação passou de 10 meses na década de 30 para dois anos ou mais nos dias de hoje. Atualmente, fala-se em desmame natural como a forma ideal de desmame, sem especificar uma idade mínima ou máxima para que esse processo ocorra. Apesar desse avanço ainda estamos longe de encararmos o desmame como um marco do desenvolvimento da criança. Para chegarmos a este estágio, faz-se necessário entender e enfrentar as circunstâncias que, segundo Souza e Almeida, “ultrapassam a natureza e desafiam a cultura e a sociedade”.

Fonte: site da Sociedade Brasileira de Pediatria
http://www.sbp.com.br/show_item2.cfm?id_categoria=21&id_detalhe=1845&tipo_detalhe=s